quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Desde criança eu já tinha curiosidade de conhecer o arquipélago de Abrolhos. Lembro-me que nessa época, li um livro infantil chamado "As Aventuras do Marujo Verde", que contava a história de uma baleia e um papagaio viajando pelo mundo e Abrolhos foi um desses lugares. Muito tempo, já adulto, li na revista Mergulho uma reportagem a respeito de Abrolhos, sobre as baleias que aproveitam o arquipélago como berçário para seus bebês e os mergulhos. Inclusive, a revista elegeu o Chapeirão Faca Cega como um dos dez melhores pontos de mergulhos do Brasil. Uma coisa levou a outra e - tempos depois - lá estava eu com minha irmã e minha esposa, prontos para conhecer.


Farol de Santa Bárbara em Abrolhos

domingo, 15 de outubro de 2017

"Há algo podre no reino da Dinamarca". Essa frase ficou conhecida por ter sido usada por Shakespeare em Hamlet, mas não poderia estar mais longe da descrição desse país escandinavo. A Dinamarca é, muitas vezes, eleita como o país mais feliz do mundo e durante o pouco mais de um ano que morei na capital, Copenhague, me acostumei a ver cenas que lembravam propaganda de margarina: casais passeando em bicicletas para duas pessoas, crianças de cinco anos indo e voltando da escola sozinhas no metrô, carrinhos de bebê tomando sol do lado de fora do restaurante enquanto as famílias almoçavam do lado de dentro. A palavra que melhor poderia descrever a Dinamarca na minha opinião é confiança. As pessoas confiam umas nas outras. Supermercados deixam gôndolas do lado de fora da loja, não há catracas ao entrar no transporte público, são comuns restaurantes onde você se serve e paga sem controle de funcionários. Quando aluguei a casa em que morei, conheci o dono pela internet e como ele estaria viajando durante a minha chegada, ele simplesmente deixou a casa aberta. E o mais impressionante: eu praticamente não via polícia nas ruas nesse que é um dos países mais seguros do mundo!


Nyhavn em Copenhague

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Viajando pela América do Sul acabei conhecendo muitos israelenses. O serviço militar no país é obrigatório: três anos para homens e dois para mulheres. E os jovens, com frequência, tiram um ano sabático após terminar o serviço militar. Muitos aproveitam esse período e vêm à América do Sul percorrer nosso continente. Inclusive já me hospedei em albergues pela região que no momento do check-in descobri que todos os hóspedes eram israelenses. O quê mais me chamou a atenção é que ao contrário dessa imagem de um país extremamente religioso, os jovens israelenses que conheci eram muito progressistas. Meu plano era conhecer esse Israel de extremos, que tanto havia chamado minha atenção.

Como - eu, minha irmã e minha esposa - estávamos na Jordânia, decidimos atravessar a fronteira por terra, vindo de Aqaba e entrado em Eilat, pela fronteira Yitzhak Rabin. Mas, como eu havia mencionado, havíamos passado algumas semanas no Irã, justamente antes de ir à Jordânia. E ainda na saída da Jordânia, que é um país muçulmano, fui questionado por ter um visto iraniano no passaporte. Jordânia e Irã são países muçulmanos, mas há uma grande diferença entre ambos. O Irã é xiita, enquanto a Jordânia é sunita. E como é de se imaginar, essas duas vertentes do islamismo não se dão bem! E como consequência, eu já sabia que atravessar essa fronteira com o tal carimbo iraniano no passaporte não seria nada fácil...



Templo do Monte da Rocha em Jerusalém

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Após algumas semanas no Irã, voamos de Shiraz à Amman - capital da Jordânia - com escala em Dubai. O visto para entrar na Jordânia custa 40 JOD (dinar Jordaniano), cerca de U$56. Isso mesmo que você leu, 1 JOD vale mais do que U$1! O visto foi mais barato do que o Iraniano, mas ainda me pareceu bem caro. Praticamente todos os países pagam pelo visto, incluindo Brasil, Argentina e Europa. Já fazia bastante tempo que eu não tinha nenhum problema ao entrar em algum país, mas em Amman eu tive. A moça que estava na minha frente na imigração saiu chorando, o que já não era um bom sinal. Quando chegou a minha vez, ao pagar com cartão, aparecia a opção de dinar ou dólar. Eu pedia dinar, o oficial concordava comigo e cobrava em dólar. A desvantagem é que o câmbio deles era péssimo. Quando eu me ofereci para mostrá-lo como operar a máquina de cartão, ele bufou e me mandou embora gritando. Para evitar mais problemas, eu acabei pagando em dólar mesmo e ficando no prejuízo. Babacas existem em qualquer lugar do mundo!

Uma dica interessante para a Jordânia é o Jordan Pass, que quando descobri como funcionava, me arrependi muito por não tê-lo adquirido antes. Durante a fila da imigração eu vi que muitos estrangeiros não pagavam a taxa, eles apenas apresentavam o tal Jordan Pass. O Jordan Pass combina o visto de entrada na Jordânia e também a entrada às atrações mais conhecidas como: Petra, Wadi Rum, sítios arqueológicos e castelos. E a vantagem é que os descontos são muitos bons! Você irá economizar com o visto e a entrada à Petra, facilmente mais de U$30.



Monastério em Petra

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Após Teerã e Esfahan, seguimos à Yazd. Viajamos outra vez de ônibus, com o mesmo conforto e pagando barato, mais ou menos U$5. A única diferença foi que, dessa vez, viajamos durante o dia, pois a viagem era mais curta. Yazd tem esse nome devido às torres que recebem os ventos e os direcionam às casas abaixo, separando os ares frios e quentes. Só pela invenção, criada por lá, já dá pra imaginar como o lugar é quente! Chegamos ao final da tarde. Escolhemos um hotel, pelo mesmo site Seven Hostels, chamado Dalane Behesht, simples, mas muito bem-localizado.


Mesquita Jame em Yazd durante à noite

sábado, 16 de setembro de 2017

Poucos países no mundo têm uma imagem tão negativa quanto o Irã. Ao dizer a muitos amigos que eu estava de malas prontas para passar algumas semanas por lá, as reações variavam entre "por que você vai visitar esse país tão perigoso?" e "você é louco de ir com a sua esposa e sua irmã?". Não sou de acreditar cegamente no que escuto na mídia, mas penso que cada história, por mais esdrúxula que pareça, tem um pouco de verdade. Óbvio que ter sido escolhido como parte do eixo do mal pelo George W. Bush (junto com Iraque e Coreia do Norte) e também ter um presidente que dizia abertamente que o 11 de setembro era invenção dos yankees, não fez muito bem a sua imagem. Entretanto, era justamente esse país tão pouco contaminado pelo ocidente que eu gostaria de conhecer.

Brasileiros podem conseguir o visto para entrar ao Irã diretamente no aeroporto. O procedimento é, relativamente, simples, mas exige um pouco de planejamento. Você necessita um sponsor, que pode ser um hotel ou algum conhecido e ter também sua hospedagem reservada. O meu sponsor foi meu amigo Mohammad, que forneceu seus dados e eu os imprimi para mostrar na imigração. Meu visto custou 80€, o da Rocio e da Marina 70€. Além disso, é necessário um seguro médico que, caso você não tenha, pode ser comprado no aeroporto e nos custou 14€. Os dados do sponsor foram importantes porque a imigração realmente liga. Houve outros estrangeiros que o sponsor não atendeu, o que é até entendível visto que chegamos por volta das 3h da madrugada, e o guarda da imigração não autorizou a entrada até falar com ele. O cara foi meio intimidador, mas nada anormal. A Rocio, inclusive, ganhou uma rosa de boas vindas de uma funcionária.


Uma de várias mesquitas em Teerã

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Após ficarmos tão impressionados com São Petersburgo, era hora de seguir em direção à Moscou. Como são mais de 700 km de viagem, optamos por ir de trem, que é (bem) mais em conta que avião. O interessante é que olhando o mapa da Rússia, apesar do longo percurso, parece que você não viajou praticamente nada. A estatal russa de trens faz essa viagem e você pode escolher entre o trem rápido ou o normal. Escolhemos o rápido, que levou 3h30 e custou U$80. Eu fiz a compra no próprio site, com um mês de antecipação para conseguir esse preço. A viagem foi bem agradável, sem parada.


Catedral de São Basílio à noite


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