sábado, 15 de julho de 2017

A razão por trás da escolha de Voss era passar um dia em alguma cidadezinha entre Gudvangen e Bergen, nosso próximo destino. Além disso, Voss é conhecida pela prática de esportes como o trekking, bicicleta e vários outros praticados no lago da cidade, o que acabou nos convencendo. Ao chegar, seguimos direto ao nosso albergue, Voss Vandrarheim da Hostelling International, caminhando desde a parada de ônibus. Durante a caminhada, já deu pra perceber que Voss está mais para vilarejo que para cidade e também que o clima não cooperaria para a prática de esporte algum. Caía uma chuva fina, que não dava sinais de trégua e, apesar de ser verão, a temperatura mal passava dos 10ºC. Aproveitamos o que sobrava do dia para caminhar pelo vilarejo e tirar fotos. Além do lago e da igrejinha, não havia muito para ver e ficamos pensando se realmente fizemos uma boa escolha passando esse dia por lá...


Voss

domingo, 9 de julho de 2017

Sempre tive vontade de conhecer a Noruega. Esse país recheado de geleiras, montanhas, lagos e fiordes me fascinou. O que acaba por afastar muitos turistas, e também a mim, são os altos preços noruegueses. Mas aproveitando que estávamos na Dinamarca e as passagens aéreas de baixo custo estavam bem convidativas, Rocio e eu decidimos ir. Para não pesar tanto no orçamento, decidimos nos hospedar em airbnbs enquanto estivéssemos nas cidades, e em camping enquanto estivéssemos nos parques. A ideia era estar em lugares com cozinha para não ir a restaurantes e tentar economizar aí.

O transporte entre cidades foi o mais caro da viagem e infelizmente não havia muito como escapar, sendo uma viagem curta. Não há competição entre empresas de ônibus ou trem. O trem é sempre da estatal NSB e os ônibus que cobriam nossos destinos eram todos da empresa NOR-WAY. Uma dica importantíssima é comprar tudo online e com antecipação. Os ônibus costumam oferecer desconto pela compra online. E quanto aos trens, a antecipação é ainda mais importante. Nós compramos um trecho com "apenas" um mês de antecipação e o preço saiu o dobro do que se tivéssemos comprado com três meses. Mas, pra quem conta com mais tempo, minha dica e alugar um motorhome. Entretanto, não serve muito pras cidades, pois fica difícil estacionar. Mas pra quem for focar na natureza, com o motorhome você estaciona e dorme onde bem entender e ainda cozinha no carro mesmo.


Ópera em Oslo

terça-feira, 23 de maio de 2017

Após a incrível Split, que nos rendeu alguns perrengues, seguimos à Hvar. Uma das atividades mais comuns na costa da Croácia é passear de ilha em ilha. Como nós já vínhamos de muitos lugares diferentes em poucos dias, decidimos eleger apenas uma ilha e fincar os pés lá por três dias. Escolhemos Hvar por ser a maior, com mais opções de hospedagem e um centro de mergulho. O barco de Split à Hvar custou 45 Kuna (6€) e o percurso dura mais ou menos uma e hora e meia. Pra quem quiser continuar com o carro, dá pra levá-lo na balsa, mas nós preferimos devolvê-lo em Split e dizer adeus à nossa banheira gigantesca. Só uma dica para quem decidir ir de carro de Split até Dubrovnik. Se você olhar direitinho pelo mapa verá que há um acesso da Bósnia ao mar. Eu não fazia nem ideia e acabei descobrindo ao planejar a viagem. Ou seja, não há como fazer o percurso Split - Dubrovnik de carro sem passar pela Bósnia o que te adiciona uma fronteira e consequentemente tempo extra de viagem.


Vista de Hvar

quinta-feira, 18 de maio de 2017

A Croácia tem figurado cada vez mais na lista de viajantes e mochileiros do mundo inteiro. Afinal de contas, o país combina parques repletos de cahoeiras com cidades históricas banhadas pelo Mar Adriático. E, ao contrária da vizinha Itália, você não precisa se endividar para passar algumas semanas por lá. Ao menos, não por enquanto... Apesar da proximidade geográfica e um passado em comum com a Itália, durante a história contemporânea, a Croácia fez parte da Iugoslávia, o que acabou por distanciar o desenvolvimento desses dois países. Mas em 1991, a Croácia declarou independência e começou a seguir seu próprio caminho.

E foi pra conferir tudo isso que a Rocio e eu voamos à Zagreb, capital da Croácia. O plano era chegar e alugar um carro. Queríamos passar apenas um dia pela cidade, já que nosso maior interesse era conhecer os parques e as cidades históricas. Antes de ir, planejamos bem a viagem e reservamos o carro. O preço foi muito convidativo - ainda mais lembrando que o aluguel de carro anterior havia sido na Islândia e nos custou mais ou menos 100€ por dia - na Croácia, o aluguel custou 20€ por dia (tudo bem que na Islândia o carro era melhor por conta do clima e também por sermos quatro pessoas, mas mesmo assim a diferença é surpreendente). 

Apesar da Croácia ter entrado na União Européia em 2013, sua moeda ainda não é o Euro, mas sim a Kuna. Após desembarcar no aeroporto de Zagreb, fomos procurar o carro reservado. Tínhamos alugado um UP, entretanto, como não havia disponível, nos entregaram um Astra Wagon automático, que era muito melhor (ao menos na minha opinião). Eu fiquei contentíssimo, mas a Rocio se preocupou pelo fato do carro ser gigante e como éramos dois, não necessitávamos todo aquele espaço. Mais pra frente, eu veria que ela tinha razão...


Por Zagreb

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Após incontáveis Guinness pela Irlanda era hora de seguir viagem à Londres. Como voamos Ryanair, chegamos em Gatwick, que está longe do centro da cidade se comparado com os aeroportos de Heatrow ou London City. Felizmente, há trem que leva ao centro e de lá há metrô para qualquer lugar da cidade. O metrô, de Londres, diga-se de passagem, apesar de razoavelmente velho é incrível, cobrindo toda a cidade. Não há melhor maneira de se locomover por Londres do que o "Tube", como se diz por lá. Além disso, o transporte é todo integrado. Com o seu Oyster Card carregado você pode usar os trens, metrôs, ônibus e até barcos do transporte público. Mas, voltando à chegada, há trens rápidos e normais que te levam de Gatwick ao centro. Sem saber, subimos no primeiro, que por sorte ou azar era um trem lento. Digo sorte porque os lentos são mais baratos, e azar por demorar mais.


Nos hospedamos em um albergue chamado No. 8 no bairro de Willisden. Se você olhar no mapa verá que o bairro é afastado. Mas como disse acima, o metrô conecta toda a cidade. Se você não for tão mão de vaca e não quiser economizar tanto em hospedagem - diferente de mim - vale a pena pagar um pouco mais e ficar em um lugar próximo do centro da cidade.


Com London Eye ao fundo

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Sempre tive vontade de conhecer a Inglaterra. Já havia escutado tanta gente dizer que Londres era uma das cidade mais legais do mundo, inclusive minha esposa, que eu tive que conferir. Eu e minha esposa aproveitamos um folga e decidimos ir desde Copenhage. A ideia era também ir à Dublin, aproveitando a proximidade entre as duas cidades.


Chegamos à Dublin debaixo da chuva. É até meio clichê, pois a cidade, assim como Londres, é conhecida por chover com muita frequência. Raramente tenho dor de cabeça na imigração, mas em Dublin, apesar de não ter sido complicado, tive de responder mais perguntas que o normal. Imagino que seja pela incrível quantidade de brasileiros que há na cidade. O transporte público é bem eficiente e, apesar de não haver trem que vai do aeroporto ao centro, há um ônibus chamado Airlink que faz esse itinerário. A passagem custa €6 ida ou €10 ida-e-volta.


Rocio em frente ao The Temple Bar

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