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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Após Teerã e Esfahan, seguimos à Yazd. Viajamos outra vez de ônibus, com o mesmo conforto e pagando barato, mais ou menos U$5. A única diferença foi que, dessa vez, viajamos durante o dia, pois a viagem era mais curta. Yazd tem esse nome devido às torres que recebem os ventos e os direcionam às casas abaixo, separando os ares frios e quentes. Só pela invenção, criada por lá, já dá pra imaginar como o lugar é quente! Chegamos ao final da tarde. Escolhemos um hotel, pelo mesmo site Seven Hostels, chamado Dalane Behesht, simples, mas muito bem-localizado.


Mesquita Jame em Yazd durante à noite

sábado, 16 de setembro de 2017

Poucos países no mundo têm uma imagem tão negativa quanto o Irã. Ao dizer a muitos amigos que eu estava de malas prontas para passar algumas semanas por lá, as reações variavam entre "por que você vai visitar esse país tão perigoso?" e "você é louco de ir com a sua esposa e sua irmã?". Não sou de acreditar cegamente no que escuto na mídia, mas penso que cada história, por mais esdrúxula que pareça, tem um pouco de verdade. Óbvio que ter sido escolhido como parte do eixo do mal pelo George W. Bush (junto com Iraque e Coreia do Norte) e também ter um presidente que dizia abertamente que o 11 de setembro era invenção dos yankees, não fez muito bem a sua imagem. Entretanto, era justamente esse país tão pouco contaminado pelo ocidente que eu gostaria de conhecer.

Brasileiros podem conseguir o visto para entrar ao Irã diretamente no aeroporto. O procedimento é, relativamente, simples, mas exige um pouco de planejamento. Você necessita um sponsor, que pode ser um hotel ou algum conhecido e ter também sua hospedagem reservada. O meu sponsor foi meu amigo Mohammad, que forneceu seus dados e eu os imprimi para mostrar na imigração. Meu visto custou 80€, o da Rocio e da Marina 70€. Além disso, é necessário um seguro médico que, caso você não tenha, pode ser comprado no aeroporto e nos custou 14€. Os dados do sponsor foram importantes porque a imigração realmente liga. Houve outros estrangeiros que o sponsor não atendeu, o que é até entendível visto que chegamos por volta das 3h da madrugada, e o guarda da imigração não autorizou a entrada até falar com ele. O cara foi meio intimidador, mas nada anormal. A Rocio, inclusive, ganhou uma rosa de boas vindas de uma funcionária.


Uma de várias mesquitas em Teerã

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