No dia seguinte acordamos cedo e pegamos a estrada desde Jaipur até Agra no estado de Uttar Pradesh. O cartão postal da Índia e um dos lugares mais esperados da viagem fica lá: o Taj Mahal.
Chegamos em Agra depois do almoço após mais uma viagem emocionante cheia de ultrapassagens incríveis e um barulho constante de buzinas. Durante essa viagem eu entendi o papel das buzinas na Índia. No Brasil, e em grande parte do mundo, o significado da buzina é que você cometeu uma falha no trânsito: virou sem dar seta, fechou alguém ou algo do tipo. Na Índia não! O papel da buzina é avisar que você está próximo do outro carro. Ninguém se ofende com a buzina. E outro fato engraçado era ver as frases de caminhão da Índia: a maioria pedia que as pessoas buzinem se estão próximas. E outra bastante comum pedia para que os motoristas tenham os faróis ligados todo o tempo. Mas por um erro de grafia alguns escreviam "diper" ao invés de "dipper". Pra quem não entendeu "diper" quer dizer fralda! Demorei bastante tempo pra entender porque muitos caminhoneiros pediam para que as pessoas usem fraldas...
Antes de seguir falando à respeito dos pontos turísticos quero abrir um parênteses para dois pontos importantes. O primeiro é a poluição e a sujeira em geral. As ruas são absurdamente sujas. Delhi não está tão mal, mas Jaipur e Agra eram incrivelmente sujas. Em Agra haviam pilhas de mais de um metro de lixo nas calçadas. E aí as crianças se divertiam brincando no lixo junto com as vacas no meio da cidade. A poluição do ar também era incrível. O outro ponto é a diferença de classes e castas. Os hindus acreditam que você nasce em uma determinada casta e deveria ser boa pessoa para reencarnar em uma classe melhor. Se você não foi boa pessoa reencarnará como um dalit ou intocável. Essas é a classe responsável por limpar os esgotos e cuidar do lixo. Isso já não é mais respaldado pela legislação local porém ainda visível em todas as cidades que estive com exceção de Delhi.
Antes de visitar o Taj decidimos ir ao outro cartão postal de Agra, Agra Fort. A idéia era conhecê-lo primeiro e depois visitar um dos pontos mais interessantes da viagem durante duas horas que culminariam com o pôr do sol - o Taj Mahal. A idéia foi boa e Agra Fort era bem interessante: um forte gigantesco construído no século XIV, ápice do império mongol. Saímos de lá, fizemos o check in no hotel, comemos qualquer coisa e seguimos ao Taj Mahal. No Taj, assim como em todos os monumentos da Índia, haviam preços diferentes para estrangeiros e locais. Mas lá os locais pagam 20 rupias (U$0,30) enquanto estrangeiros pagam 750 rupias (U$12)!! Concordo que U$12 é mais barato do que se paga pra visitar o Cristo Redentor ou as Cataratas mas a diferença entre estrangeiros e locais era incrível. De qualquer maneira entramos ao Taj e a vista era simplesmente inesquecível. Creio que a única vez que tive uma sensação assim foi ao subir Machu Pichu e olhar de frente aquilo que já havia visto tantas e tantas vezes em revistas e internet.
Estivemos no Taj por quase duas horas e tiramos muitas fotos. Pra quem não sabe o Taj não é um palácio, mas sim um mausoléu. Toda aquela estrutura magnífica e gigantesca de mármore branco é feita para abrigar dois túmulos. Foi construído pelo imperador mongol Shah Jahan para a sua esposa favorita, que foi enterrada lá junto com ele. Reza a lenda que eram mais de mil esposas e que muitas vezes Jahan dormia com as mulheres dos seus generais para mostrar o seu poder. Um ponto interessante é que as paredes do Taj são decoradas com escrituras em árabe. Acabei aprendendo através do meu amigo Mohammad que viajava comigo que eram todos frases do Alcorão. Foi interessante ver a influência do islã na Índia principalmente no apogeu do império mongol, que foi justamente a época em que foram construídos os principais monumentos da Índia.
Chegamos em Agra depois do almoço após mais uma viagem emocionante cheia de ultrapassagens incríveis e um barulho constante de buzinas. Durante essa viagem eu entendi o papel das buzinas na Índia. No Brasil, e em grande parte do mundo, o significado da buzina é que você cometeu uma falha no trânsito: virou sem dar seta, fechou alguém ou algo do tipo. Na Índia não! O papel da buzina é avisar que você está próximo do outro carro. Ninguém se ofende com a buzina. E outro fato engraçado era ver as frases de caminhão da Índia: a maioria pedia que as pessoas buzinem se estão próximas. E outra bastante comum pedia para que os motoristas tenham os faróis ligados todo o tempo. Mas por um erro de grafia alguns escreviam "diper" ao invés de "dipper". Pra quem não entendeu "diper" quer dizer fralda! Demorei bastante tempo pra entender porque muitos caminhoneiros pediam para que as pessoas usem fraldas...
Antes de seguir falando à respeito dos pontos turísticos quero abrir um parênteses para dois pontos importantes. O primeiro é a poluição e a sujeira em geral. As ruas são absurdamente sujas. Delhi não está tão mal, mas Jaipur e Agra eram incrivelmente sujas. Em Agra haviam pilhas de mais de um metro de lixo nas calçadas. E aí as crianças se divertiam brincando no lixo junto com as vacas no meio da cidade. A poluição do ar também era incrível. O outro ponto é a diferença de classes e castas. Os hindus acreditam que você nasce em uma determinada casta e deveria ser boa pessoa para reencarnar em uma classe melhor. Se você não foi boa pessoa reencarnará como um dalit ou intocável. Essas é a classe responsável por limpar os esgotos e cuidar do lixo. Isso já não é mais respaldado pela legislação local porém ainda visível em todas as cidades que estive com exceção de Delhi.
Antes de visitar o Taj decidimos ir ao outro cartão postal de Agra, Agra Fort. A idéia era conhecê-lo primeiro e depois visitar um dos pontos mais interessantes da viagem durante duas horas que culminariam com o pôr do sol - o Taj Mahal. A idéia foi boa e Agra Fort era bem interessante: um forte gigantesco construído no século XIV, ápice do império mongol. Saímos de lá, fizemos o check in no hotel, comemos qualquer coisa e seguimos ao Taj Mahal. No Taj, assim como em todos os monumentos da Índia, haviam preços diferentes para estrangeiros e locais. Mas lá os locais pagam 20 rupias (U$0,30) enquanto estrangeiros pagam 750 rupias (U$12)!! Concordo que U$12 é mais barato do que se paga pra visitar o Cristo Redentor ou as Cataratas mas a diferença entre estrangeiros e locais era incrível. De qualquer maneira entramos ao Taj e a vista era simplesmente inesquecível. Creio que a única vez que tive uma sensação assim foi ao subir Machu Pichu e olhar de frente aquilo que já havia visto tantas e tantas vezes em revistas e internet.
Estivemos no Taj por quase duas horas e tiramos muitas fotos. Pra quem não sabe o Taj não é um palácio, mas sim um mausoléu. Toda aquela estrutura magnífica e gigantesca de mármore branco é feita para abrigar dois túmulos. Foi construído pelo imperador mongol Shah Jahan para a sua esposa favorita, que foi enterrada lá junto com ele. Reza a lenda que eram mais de mil esposas e que muitas vezes Jahan dormia com as mulheres dos seus generais para mostrar o seu poder. Um ponto interessante é que as paredes do Taj são decoradas com escrituras em árabe. Acabei aprendendo através do meu amigo Mohammad que viajava comigo que eram todos frases do Alcorão. Foi interessante ver a influência do islã na Índia principalmente no apogeu do império mongol, que foi justamente a época em que foram construídos os principais monumentos da Índia.
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