terça-feira, 12 de setembro de 2017

Após ficarmos tão impressionados com São Petersburgo, era hora de seguir em direção à Moscou. Como são mais de 700 km de viagem, optamos por ir de trem, que é (bem) mais em conta que avião. O interessante é que olhando o mapa da Rússia, apesar do longo percurso, parece que você não viajou praticamente nada. A estatal russa de trens faz essa viagem e você pode escolher entre o trem rápido ou o normal. Escolhemos o rápido, que levou 3h30 e custou U$80. Eu fiz a compra no próprio site, com um mês de antecipação para conseguir esse preço. A viagem foi bem agradável, sem parada.


Catedral de São Basílio à noite


sábado, 9 de setembro de 2017

Continuando nossa epopeia que havia se iniciado ainda na Dinamarca, passando pela Polônia e pelos três países Bálticos (Lituânia, Letônia e Estônia), seguimos viagem com destino à Rússia. O nosso plano era viajar de ônibus desde Tallinn (na Estônia) até São Petersburgo, a antiga capital Russa e cidade natal do atual presidente, Vladimir Putin. Algo bem interessante para nós brasileiros é que já faz algum tempo que não necessitamos visto para entrar na Rússia, basta levar o passaporte. Já os vizinhos europeus e muitos outros necessitam visto, pois a Rússia aplica a regra da reciprocidade. A distância entre Tallinn e São Petersburgo é de 370 km, mas o tempo na fronteira é uma caixinha de surpresas. Por conta disso, decidimos sair cedo de Tallinn e não fazer nenhum plano para São Petersburgo nesse dia. Caso sobrassem algumas horas, nós aproveitaríamos para caminhar pela cidade.


Família reunida em São Petersburgo

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Após alguns dias em Cracóvia e outros em Varsóvia, já com a família completa, era hora de abandonar a Polônia e seguir até Vilnius, capital da Lituânia. Decidimos ir de ônibus, apesar de que talvez valha a pena o avião se você estiver disposto a desembolsar um pouco a mais. A viagem de ônibus leva cerca de 8 horas e um detalhe importante é que os ônibus não fazem o percurso mais curto, já que haveria que passar pela Bielorrússia e seria necessário visto. Já a fronteira entre Polônia e Lituânia não tem controle, pois a Polônia e os três países bálticos: Lituânia, Letônia e Estônia fazem parte da União Europeia. Há planos de integrar as redes férreas dos bálticos, mas ainda falta bastante pra se concretizar. Quando planejava a viagem, usei o site Travel the Baltics by Train-Bus-Ferry como referência e acabei optando por ônibus.Os bálticos facilitam ainda mais a vida do turista já que os três adotaram o Euro, ao contrário da Polônia. E voltando ao ônibus, escolhemos a empresa Lux e esse foi um dos melhores ônibus em que já viajei. O ônibus era novo, confortável, contava com wi-fi e telas individuais com uma biblioteca de filmes e séries. Sem contar que uma viagem de 8 horas custava 14€. Uma pechincha!

Noite começando em Vilnius

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Aproveitando que a Rocio e eu estávamos de mudança da Dinamarca, queríamos viajar com meus pais e minha irmã por algumas semanas antes de voltar ao Brasil. Meu pai e minha mãe ainda não tinham ido à Europa, o que nos fez pensar em um roteiro que agradasse a eles e também a nós. Queríamos fugir um pouco do mais comum. Não por achar que não vale a pena, pelo contrário. A razão era evitar passar por lugares que eu já conhecíamos e também ir a lugares mais baratos! Como a viagem seria mais longa, optamos ir a países mais em conta. Durante o planejamento, escolhemos os lugares que iríamos visitar e fizemos todas as reservas. Já que seríamos cinco, preferimos nos hospedar em airbnb para economizar e também por nos permitir cozinhar. E para se mover de um país a outro, optamos por ônibus e trem, compramos todas as passagens on-line com antecipação.

Minha mãe já estava comigo e com a Rocio em Copenhague e de lá voamos até Cracóvia na Polônia, ainda sem meu pai e minha irmã, que nos encontrariam alguns dias depois em Varsóvia. Nossa primeira impressão logo ao chegar à Polônia foi bem positiva. Os países do Leste Europeu têm fama de serem muito defasados em relação ao Oeste, mas nossos paradigmas haviam começado a mudar desde a Croácia e voltaram a se quebrar na Polônia. Pegamos o trem no aeroporto e descemos pertinho de nosso airbnb. Apesar de já ser por volta das 22h, a cidade pareceu bem segura, limpa e iluminada.

Castelo de Wawel

domingo, 13 de agosto de 2017

Apesar de pequena para padrões latino americanos, Malmö é a terceira maior cidade da Suécia com 300 mil habitantes. Desde o ano 2000, com o término da ponte Øresund, que liga Copenhague a Malmö, a cidade ficou bem mais acessível para quem quer conhecer um pouco da Suécia vindo da Dinamarca. A própria ponte é incrível, diga-se de passagem, combinando 8 km de ponte com mais 5 km de túnel e também rodovia e ferrovia. E como se não bastasse o fácil acesso, Malmö é uma cidade muito bonita e que vale a pena conhecer para quem tiver um dia de bobeira desde Copenhague ou passeando pelo sul da Suécia.


Banda de Malmö

sábado, 15 de julho de 2017

A razão por trás da escolha de Voss era passar um dia em alguma cidadezinha entre Gudvangen e Bergen, nosso próximo destino. Além disso, Voss é conhecida pela prática de esportes como o trekking, bicicleta e vários outros praticados no lago da cidade, o que acabou nos convencendo. Ao chegar, seguimos direto ao nosso albergue, Voss Vandrarheim da Hostelling International, caminhando desde a parada de ônibus. Durante a caminhada, já deu pra perceber que Voss está mais para vilarejo que para cidade e também que o clima não cooperaria para a prática de esporte algum. Caía uma chuva fina, que não dava sinais de trégua e, apesar de ser verão, a temperatura mal passava dos 10ºC. Aproveitamos o que sobrava do dia para caminhar pelo vilarejo e tirar fotos. Além do lago e da igrejinha, não havia muito para ver e ficamos pensando se realmente fizemos uma boa escolha passando esse dia por lá...


Voss

domingo, 9 de julho de 2017

Sempre tive vontade de conhecer a Noruega. Esse país recheado de geleiras, montanhas, lagos e fiordes me fascinou. O que acaba por afastar muitos turistas, e também a mim, são os altos preços noruegueses. Mas aproveitando que estávamos na Dinamarca e as passagens aéreas de baixo custo estavam bem convidativas, Rocio e eu decidimos ir. Para não pesar tanto no orçamento, decidimos nos hospedar em airbnbs enquanto estivéssemos nas cidades, e em camping enquanto estivéssemos nos parques. A ideia era estar em lugares com cozinha para não ir a restaurantes e tentar economizar aí.

O transporte entre cidades foi o mais caro da viagem e infelizmente não havia muito como escapar, sendo uma viagem curta. Não há competição entre empresas de ônibus ou trem. O trem é sempre da estatal NSB e os ônibus que cobriam nossos destinos eram todos da empresa NOR-WAY. Uma dica importantíssima é comprar tudo online e com antecipação. Os ônibus costumam oferecer desconto pela compra online. E quanto aos trens, a antecipação é ainda mais importante. Nós compramos um trecho com "apenas" um mês de antecipação e o preço saiu o dobro do que se tivéssemos comprado com três meses. Mas, pra quem conta com mais tempo, minha dica e alugar um motorhome. Entretanto, não serve muito pras cidades, pois fica difícil estacionar. Mas pra quem for focar na natureza, com o motorhome você estaciona e dorme onde bem entender e ainda cozinha no carro mesmo.


Ópera em Oslo

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