sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

No dia seguinte saímos de Pucón e fomos à um hostal em Puerto Montt parando para almoçar em uma feirinha em Puerto Varas. Já havia escutado muita gente falar de Puerto Montt e geralmente não eram coisas muito boas. Chegando lá entendemos a razão. A cidade tem muita cara de cidade portuária sem muitos atrativos. Aproveitamos pra dar uma volta pelo centro comercial da cidade já que o Chile é uma economia muito mais aberta do que o Brasil e a Argentina e também muito mais barato e Puerto Montt seria a maior cidade de toda a viagem. Para os padrões da Patagônia é quase um gigante com 200 mil habitantes.


Vulcão Osorno ao fundo

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Já fazia muito tempo que eu e minha namorada estávamos planejando fazer essa viagem. Queríamos cruzar a fronteira Argentina-Chile em carro e ir à Pucón. E depois de Pucón seguir Chile adentro por mais uma semana.

Começamos a viagem no dia 14 de Fevereiro saindo de Neuquén. Como era carnaval a estrada estava cheia. Chegamos à fronteira depois de Junín de los Andes às 16:00 e esperamos até às 22:00 pra cruzá-la! Incrível! 6 horas esperando quase parados. Se movendo a uma velocidade de 3 carros a cada 10 minutos.


Depois da larga espera fomos à Aduana preencher a papelada pra cruzar a fronteira com o carro quando veio a primeira surpresa: problemas com meus documentos. O que já não era nenhuma novidade… Depois de 1 hora tentando encontrar uma solução nos permitiram entrar e chegamos à Pucón por volta da meia noite.


Guadalupe Arantes do Nascimento e eu esperando para cruzar a fronteira

sábado, 6 de dezembro de 2014



Após LA, tinha planejado ir à Flórida encontrar uma amiga que não via fazia bastante tempo. Achei que seria a oportunidade perfeita para aproveitar e conhecer parte desse estado até então desconhecido pra mim e também de fugir um pouco do friozinho de meio de outono da Califórnia. Voei de LA à Miami e a encontrei no aeroporto de Miami. Nossa ideia era seguir à Key West, que é parte de um arquipélago no sul dos EUA. E quando digo sul, é no sentido literal mesmo. Key West é o ponto dos EUA mais próximo de Cuba, há apenas 150 km.

Bem pertinho de Cuba

terça-feira, 2 de dezembro de 2014



Fui à Los Angeles vindo de São Francisco e como toda a viagem foi feita meio às pressas, dei bobeira e não comprei a passagem com antecipação. Descobri quando já estava em São Francisco mesmo que há trem ligando as duas cidades mas nessa hora a passagem de avião já estava mais barata do que a de trem. A distância entre as duas cidades é de mais de 600 km mas pra quem tem tempo eu recomendaria uma viagem de carro passando pela icônica Highway 1. Quem sabe na próxima...

Pose com o letreiro de Hollywood ao fundo

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Consegui alguns dias de folga de última hora e após conversar com uns amigos, aceitei a sugestão de ir à Califórnia e à Flórida. Já tinha ido algumas vezes aos EUA, mas nunca por esses lados. A Califórnia parece ser bem legal por tudo o que se vê na cultura pop e na verdade merecia mais do que apenas duas semanas por lá. De qualquer maneira, esse me pareceu um daqueles lugares que pelo mais que a visita seja curta, você sabe que vai voltar. E de preferência pra estar com amigos e com a patroa, alugar um carro e percorrer alguns parques e cidades bem legais. E pela Flórida seria apenas uma passagem rápida pra visitar uma amiga.


Com a famosa ponte Golden Gate ao fundo

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Saímos de Ushuaia e tomamos um voo direto à El Calafate. Se em Ushuaia nos hospedamos em uma cabine um pouco mais afastada do centro da cidade e necessitávamos táxi todo o tempo em El Calafate foi mais fácil. Ficamos nas Cabañas Nevis, que estão próximas do centro à poucos minutos caminhando. Pra quem não conhece El Calafate é muita conhecida na Argentina, e no mundo, pela geleira (glaciar em espanhol) Perito Moreno. Mas apesar de incrível não é nem de longe o único que a cidade tem a oferecer.

Perito Moreno com um pouco de Neblina atrás

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Minha família viria desde o Brasil pra me visitar aqui na Argentina e como não era a primeira vez deles por essas bandas eles já conheciam alguns destinos como Buenos Aires e a cidade aonde vivo, Neuquén, e suas redondezas. Assim que após pensar um pouco decidimos seguir um pouco mais ao sul e conhecer Ushuaia e El Calafate. A idéia seria encontrá-los no Aeropaque em Buenos Aires, que é o nome do aeroporto de voos domésticos, e de lá seguir a Ushuaia e depois à El Calafate. Há voos diretos de Ushuaia a El Calafate assim que a escolha fez muito sentido pra economizar tempo de voo evitando conexões. Mais de 2300km separam Buenos Aires até Ushuaia (em linha reta) então a viagem é longa levando mais de 3 horas. E não há maneira de chegar por terra desde a Argentina continental já que não há como seguir do continente para a ilha de Tierra del Fuego. A única solução é após Rio Gallegos na Argentina cruzar a fronteira para o lado chileno e descer até Punta Arenas. Ao sul de Punta Arenas há balsas que cortam o Estreito de Magalhães em um lugar chamado Punta Delgada, que é a menor porção de mar que separa o continente de Tierra del Fuego.

Já havia feito uma viagem muito parecida com um amigo passando por Ushuaia, El Calafate e terminando em Bariloche em 2011 mas dessa vez seria com a família. Ao invés de ficar em um hotel escolhemos ficar em uma cabaña que são casas prontas pra receber o turista, com a vantagem de ser um pouco mais barata do que o hotel se o grupo for grande. E a cabaña já é toda equipada e você tem total liberdade para cozinhar e fazer o que bem entender. Boas opções locais pra fazer a busca são os sites Welcome Argentina e Argentina Turismo além dos onipresentes Booking e Despegar. O lado negativo das cabañas é que geralmente estão um pouco mais afastadas e é mais difícil caminhar até o centro da cidade, sobrando então as opções de alugar um carro ou depender de táxi.


Chegamos ao aeroporto de Ushuaia e tomamos um táxi até a cabaña. Desfizemos as malas e fomos ao centro da cidade caminhar um pouco. Ushuaia é conhecida por ser a cidade mais austral do mundo, estando na latitude 54 graus, então no inverno prepare-se pra baixas temperaturas com uma média de 0C e poucas horas de luz do sol já que ele nasce por volta das 10:00 e se põe às 17:00. A economia da cidade vive basicamente do turismo então há uma ampla gama de hotéis, bares e restaurantes além de muitas agências de viagem e os mais diversos passeios pelos parques, montanhas e marítimos principalmente pelo canal de Beagle. E também por conta do turismo os preços nos lugares mais movimentados são praticamente europeus! A única coisa que achei barata comparando com o restante da Argentina eram as roupas e calçados de inverno. E depois comparávamos ao chegar à El Calafate aonde os preços estavam muito mais caros.



Caminhando pelo píer

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