terça-feira, 23 de maio de 2017

Após a incrível Split, que nos rendeu alguns perrengues, seguimos à Hvar. Uma das atividades mais comuns na costa da Croácia é passear de ilha em ilha. Como nós já vínhamos de muitos lugares diferentes em poucos dias, decidimos eleger apenas uma ilha e fincar os pés lá por três dias. Escolhemos Hvar por ser a maior, com mais opções de hospedagem e um centro de mergulho. O barco de Split à Hvar custou 45 Kuna (6€) e o percurso dura mais ou menos uma e hora e meia. Pra quem quiser continuar com o carro, dá pra levá-lo na balsa, mas nós preferimos devolvê-lo em Split e dizer adeus à nossa banheira gigantesca. Só uma dica para quem decidir ir de carro de Split até Dubrovnik. Se você olhar direitinho pelo mapa verá que há um acesso da Bósnia ao mar. Eu não fazia nem ideia e acabei descobrindo ao planejar a viagem. Ou seja, não há como fazer o percurso Split - Dubrovnik de carro sem passar pela Bósnia o que te adiciona uma fronteira e consequentemente tempo extra de viagem.


Vista de Hvar

quinta-feira, 18 de maio de 2017

A Croácia tem figurado cada vez mais na lista de viajantes e mochileiros do mundo inteiro. Afinal de contas, o país combina parques repletos de cahoeiras com cidades históricas banhadas pelo Mar Adriático. E, ao contrária da vizinha Itália, você não precisa se endividar para passar algumas semanas por lá. Ao menos, não por enquanto... Apesar da proximidade geográfica e um passado em comum com a Itália, durante a história contemporânea, a Croácia fez parte da Iugoslávia, o que acabou por distanciar o desenvolvimento desses dois países. Mas em 1991, a Croácia declarou independência e começou a seguir seu próprio caminho.

E foi pra conferir tudo isso que a Rocio e eu voamos à Zagreb, capital da Croácia. O plano era chegar e alugar um carro. Queríamos passar apenas um dia pela cidade, já que nosso maior interesse era conhecer os parques e as cidades históricas. Antes de ir, planejamos bem a viagem e reservamos o carro. O preço foi muito convidativo - ainda mais lembrando que o aluguel de carro anterior havia sido na Islândia e nos custou mais ou menos 100€ por dia - na Croácia, o aluguel custou 20€ por dia (tudo bem que na Islândia o carro era melhor por conta do clima e também por sermos quatro pessoas, mas mesmo assim a diferença é surpreendente). 

Apesar da Croácia ter entrado na União Européia em 2013, sua moeda ainda não é o Euro, mas sim a Kuna. Após desembarcar no aeroporto de Zagreb, fomos procurar o carro reservado. Tínhamos alugado um UP, entretanto, como não havia disponível, nos entregaram um Astra Wagon automático, que era muito melhor (ao menos na minha opinião). Eu fiquei contentíssimo, mas a Rocio se preocupou pelo fato do carro ser gigante e como éramos dois, não necessitávamos todo aquele espaço. Mais pra frente, eu veria que ela tinha razão...


Por Zagreb

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Após incontáveis Guinness pela Irlanda era hora de seguir viagem à Londres. Como voamos Ryanair, chegamos em Gatwick, que está longe do centro da cidade se comparado com os aeroportos de Heatrow ou London City. Felizmente, há trem que leva ao centro e de lá há metrô para qualquer lugar da cidade. O metrô, de Londres, diga-se de passagem, apesar de razoavelmente velho é incrível, cobrindo toda a cidade. Não há melhor maneira de se locomover por Londres do que o "Tube", como se diz por lá. Além disso, o transporte é todo integrado. Com o seu Oyster Card carregado você pode usar os trens, metrôs, ônibus e até barcos do transporte público. Mas, voltando à chegada, há trens rápidos e normais que te levam de Gatwick ao centro. Sem saber, subimos no primeiro, que por sorte ou azar era um trem lento. Digo sorte porque os lentos são mais baratos, e azar por demorar mais.


Nos hospedamos em um albergue chamado No. 8 no bairro de Willisden. Se você olhar no mapa verá que o bairro é afastado. Mas como disse acima, o metrô conecta toda a cidade. Se você não for tão mão de vaca e não quiser economizar tanto em hospedagem - diferente de mim - vale a pena pagar um pouco mais e ficar em um lugar próximo do centro da cidade.


Com London Eye ao fundo

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Sempre tive vontade de conhecer a Inglaterra. Já havia escutado tanta gente dizer que Londres era uma das cidade mais legais do mundo, inclusive minha esposa, que eu tive que conferir. Eu e minha esposa aproveitamos um folga e decidimos ir desde Copenhage. A ideia era também ir à Dublin, aproveitando a proximidade entre as duas cidades.

Chegamos à Dublin debaixo da chuva. É até meio clichê, pois a cidade, assim como Londres, é conhecida por chover com muita frequência. Raramente tenho dor de cabeça na imigração, mas em Dublin, apesar de não ter sido complicado, tive de responder mais perguntas que o normal. Imagino que seja pela incrível quantidade de brasileiros que há na cidade. O transporte público é bem eficiente e, apesar de não haver trem que vai do aeroporto ao centro, há um ônibus chamado Airlink que faz esse itinerário. A passagem custa €6 ida ou €10 ida-e-volta.


Rocio em frente ao The Temple Bar

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Acordamos e seguimos viagem em direção ao vulcão Krafla para fazer uma trilha. No caminho, passamos pela estação geradora de energia geotermal. Durante a subida, havia uma van na nossa frente, que não conseguiu subir devido à neve e ao gelo e começou a descer, lentamente, vindo em nossa direção. Fiquei um pouco preocupado e comecei a descer em marcha ré e tentando sair da direção. O motorista, rapidamente, resolveu o problema, mas acabamos ficando preocupados. Decidimos estacionar o carro em um lugar próximo e terminar a subida caminhando.


Trilha para o vulcão Hverfell, passando por Dimmuborgir

domingo, 16 de abril de 2017

Após passar pelo Cânion Fjaðrárgljúfur, seguimos ao hotel. O problema que tivemos ao fazer a próxima reserva é que o plano para os dias seguintes era conhecer o parque Vatnajökull, porém não há muitas hospedagens nas redondezas, o que acaba subindo os preços. Acabamos ficando na Skálafell Guesthouse. A pousada era bem legal, com cabanas de madeira e café da manhã incluído. O único problema era que estava a mais ou menos 90 km depois do parque, com isso, no dia seguinte teríamos de dirigir toda essa distância voltando! Mas, as opções mais próximas custavam uma fortuna. O legal era que o caminho tinha paisagens incríveis, cheias de geleiras.

Na geleira Vatnajökull


terça-feira, 11 de abril de 2017

Sempre tive muito fascínio pela Islândia. Desde criança, me lembro de ler a (finada) revista "Os Caminhos da Terra" com incríveis reportagens sobre esse país tão exótico. Revista essa que junto com as histórias que sempre escutava de quando meu pai viveu na Amazônia foram as maiores responsáveis por meu amor por viajar. 

Aproveitando que estou vivendo na Dinamarca, decidi realizar um de meus sonhos e viajar para a terra do gelo! Compramos passagens por uma linha aérea de baixo custo, chamada Wow, e fomos em frente. Enquanto comparava preços de passagem, descobri, inclusive, que a linha aérea de bandeira da Islândia, a Icelandair, voa desde a América do Norte à Europa fazendo escala em Reykjavik. O legal disso é que você pode passar alguns dias pela Islândia durante essa "escala", pagando o mesmo preço do voo direto da América do Norte à Europa. E falando da Dinamarca, a Islândia fez parte da coroa dinamarquesa até 1944, não muito tempo atrás. As línguas dinamarquesa e islandesa são, até mesmo, razoavelmente parecidas.


A Islândia foi um dos países que mais sofreu com a crise de 2008, apesar disso não ter ganhado muito destaque na mídia internacional. A maior razão, imagino eu, é a sua minúscula população que mal chega a 500 mil pessoas. Mas, hoje a crise já está vencida, sendo o turismo, inclusive, um dos motores da recuperação.


Como o país não está na União Européia, e nem usa o Euro, eles puderam desvalorizar a coroa islandesa e potencializar as suas exportações. Antes da crise, o país era meio que um paraíso para investidores europeus, principalmente ingleses, que encontravam por lá melhores retornos que em seu país natal. Mas, para vencer a crise que gerou quebradeira dos bancos nacionais, o país decidiu ressarcir apenas os investidores nacionais, os ingleses ficaram a ver navios. Em troca, os ingleses prometeram barrar a entrada da Islândia na União Européia. E vejam como o mundo dá voltas! Hoje, é a Inglaterra que está saindo da União Européia e a Islândia, que havia pleiteado sua entrada no, grupo não parece muito preocupada com isso. 



O esquadrão reunido - Eu, Rocio, Marina e Gabriela - no Cânion Fjaðrárgljúfur

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